Este blog encerra as suas portas, pois o seu propósito acabou por ser enterrado, tal como a vontade de diálogo.Rezemos por melhores tempos e paciência para acatar com as decisões tomadas pelos nossos superiores.
Este blog tem como objectivo descrever a luta que tem sido travada com o Ministro Mariano Gago, face às alterações que o mesmo propõe ao Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico, as quais são inaceitáveis.

O Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup) entrega esta segunda-feira um pré-aviso de greve às avaliações. A paralisação poderá atrasar as inscrições dos alunos para o próximo ano lectivo, admitiu ao JN Gonçalo Xufre.
Os alunos do ensino superior estão em plena época de exames. O pré-aviso de greve que será anunciado hoje, pelo Snesup, destina-se aos dias entre 6 e 13 de Julho e a adesão deverá ser superior no ensino Politécnico. Aliás, explicou ontem ao JN o presidente do Snesup, o sindicato só "está a dar enquadramento legal à insatisfação" de um movimento de professores, que surgiu devido à revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
Esse movimento, explicou, é significativo, por exemplo, nos institutos superiores de engenharia do Porto, Coimbra e Lisboa; "cresceu e superou os sindicatos. É uma insatisfação genuína e o Snesup não pode alhear-se a ele", afirmou Gonçalo Xufre.
O período de transição para o Politécnico, imposto pelo Governo, é uma das principais causas da greve. Os professores não aceitam que ao fim de 10 ou 20 anos numa instituição, em situação precária, tenham de se sujeitar a um concurso internacional para entrar nos quadros. Ainda por cima a regra não se aplica no ensino universitário e os docentes do politécnico "sentem-se discriminados", garante o líder do Snesup.
O ministro do Ensino Superior encerrou na semana passada as negociações com os sindicatos de revisão dos estatutos. Gonçalo Xufre também acusa Mariano Gago de "esvaziar a negociação colectiva" por retirar a avaliação e a distribuição do serviço docente para os regulamentos internos das instituições. FNE e ministério chegaram a acordo mas os dois sindicatos mais representativos do sector (Snesup e Fenprof) não assinaram o documento.
